A principal crítica de Aristóteles a Platão é que, ao criar
o dualismo entre o Mundo das Ideias e o Mundo das Sombras, é criado também o seguinte
dilema: para que tais mundos estejam ligados entre si, é necessário que exista
um terceiro mundo intermediário, diferente dos demais; e, para que esse
terceiro mundo se ligue aos outros dois, seria necessário um quarto mundo e
assim sucessiva e infinitamente. Tal ideia, portanto, torna a problematização
ainda maior ao invés de resolvê-la.
Outra diferença notável é que, para Platão, o mundo
sensível não pode ser aceito como verdade, pois, para ele, a essência de tudo
se encontra no Mundo das Ideias e tudo aquilo sensível a nós é mero reflexo
distorcido desse mundo. Por esse motivo, a sensibilidade é traiçoeira e não
deve ser utilizada para compreender os nossos arredores. Para Aristóteles,
porém, como o mundo sensível é o único possível de se alcançar, devemos
utilizar dos sentidos para compreendê-lo e para conseguir encontrar a
existência das coisas, e não apenas criar hipóteses sem embasamento além da
lógica. Aristóteles também diz que é somente na experimentação que conseguimos
compreender as coisas para chegar à sua essência.
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